terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Chegada

Estava eu descansado a dormir, quando de forma inconsciente estava a ser informado que no próximo dia pela mesma hora estaria a atravessar o atlântico. Como normalmente procrastino pouco, tinha a mala por fazer e tudo espalhado pela casa. Em poucas horas fiz a mala, despedi-me do conhecido e entrei no comboio a caminho de Lisboa para ficar hospedado em casa dum Contacteante. Se estava á espera duma noite bem dormida… estava enganado. O meu futuro colega de casa fez a festa de despedida dele nesse dia, a noite antes da enorme viagem foi passada numa discoteca.

Depois de duas horas de sono mal dormido, pus-me em direcção ao aeroporto. No meio de despedidas e reencontros com os colegas do Contacto, embarquei no avião a caminho de Newark. Nove horas de viagem, passadas entre o estudo, conversa e os filmes de bordo. Newark uma velha conhecida e do qual não tenho particulares saudades, uma cidade suja e perdida no tempo. Pessoas de semblante fechado e rudes que nos deram amostras dessas minhas recordações . A aliança entre a pouca disponibilidade das pessoas e prazos apertados entre as ligações de voo levaram a que a nossa estadia fosse feita a correr para o terminal… literalmente. A entrada num avião cheio e de segunda qualidade, levou a que fosse obrigado de forma pouco educada a meter a minha mala de mão no porão, tirei o que pensava ser importante e o que me lembrei na altura e lá foi ela. Mais oito horas de viagem em direcção de San Francisco, passadas a tentar estudar e a lembrar-me do que deixei na mala.

A minha chegada ao Aeroporto de San Francisco teve menos magia do que esperava. Foi feito a correr para a recolha de malas para ver o que me guardava o destino. Para meu espanto… a minha mala foi assaltada, nada de que já não tivesse à espera. Fiz a viagem de metro para o centro da cidade com uma lágrima ao canto do olho (no sentido figurativo) . Mas quando cheguei ao centro da cidade, esqueci-me de todo o mal que tinha vindo do dia… a magia estava lá, prédios altos, as luzes, pessoas completamente diferentes e aquele calor humano que só pode vir de cidades grandes e únicas.

Depois de 20 horas de viagem o ponto alto do meu dia só podia ser um banho quente e um sono bem dormido numa cama confortável. Por isso estava ansioso em entrar pela porta do Hostel em que iria ficar hospedado. O culminar dum dia mau demais para ser esquecido veio quando vi a entrada do Hostel que mais parecia uma casa de chuto. Entre as pessoas com aspecto alucinado, os colchões com manchas e os lenções com cabelos… optei por dormir em cima dum colchão insulflável que uma amiga do Contacto me ofereceu. Sem mantas passei a noite entre dormir e a acordar de frio…
Entrei na minha aventura com o pé esquerdo… mas com a noção que me vou rir disto tudo quando a poeira assentar… espero eu.








1 comentário:

Elma disse...

Vê a coisa pelo lado positivo... Tiveste direito a ecrã durante o võo e chegaste inteiro :D